Uma Reflexão sobre Paciência

tempo.20minutospratudoEnquanto incio o computador me incomodo por não estar com o celular na mão. Quero aproveitar para ver algo nos poucos segundos em que o computador precisa. Não tenho paciência de esperar. Paciência. Nossa geração (a geração anos 80 e 90) é uma geração de pais impacientes. Fomos criados para sermos imediatistas, não estamos acostumados a esperar. Saímos por aí atropelando tudo. Processos, planos, sonhos. Simplesmente não queremos esperar. Falo isso por mim mesma. Me desculpo com o mundo e comigo dizendo que sou ansiosa. Na verdade, sou impaciente. Não quero esperar por nada. Quero ser atendida rapidamente no banco, no médico, no supermercado. Quero ganhar o mundo em 5 minutos. Não quero esperar.

A falta de Paciência tem causado grandes problemas para nossa geração. Casamentos são feitos e desfeitos mais rapidamente pois não queremos esperar. Pulamos de empregos, de relacionamentos, tomamos decisões precipitadas, “batemos a cabeça na parede” mais vezes, pois não queremos esperar. Isso faz o caminho ser mais longo do que deveria, procurando atalhos, perdemos o rumo de nós mesmos.

Quando me tornei mãe passei 9 meses no sufoco. Não aguentava mais de vontade de ver o Gabriel. Não aguentava mais de vontade de ver ele engatinhar, andar, falar até que uma coisinha tem me incomodado. O tempo voa. VOA, tipo velocidade da luz mesmo. Eu pisquei e o mundo mudou. E agora eu quero mesmo é que o Tempo tenha paciência comigo.

Como posso pedir paciência para o Tempo se eu não tenho o mesmo sentimento com ele? Quero que ele acelere só em determinados momentos e congele em outros, sabe aquele filme “Click” que o personagem principal tem um controle remoto em que ele pode acelerar, pausar e voltar no tempo? Ah, queríamos um daquele.

A lição que a vida me deu foi que tenho que ser paciente. Exatamente como no filme, quando a gente acelera a vida perde as coisas mais importantes. Tenho medo agora pelo Biel. Se nossa geração de pais já é “acelerada” imagina a dos nossos filhos.

Paciência é definitivamente para os “fortes”, mas como não quero perder mais o que importa, vou desacelerar. Vou fazer as pazes  com o tempo, pelo menos quando ele passar eu vou ter uns momentos em “slow motion” sabe? Bem guardadinhos na memória.

Que a gente aprenda o tempo das coisas. A esperar, a pensar. Que a gente CRESÇA. As vezes tenho a impressão que somos uma geração de crianças mimadas crescidas. O imediatismo de tudo, tornou o mundo descartável. A gente anda sem paciência de VIVER.

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