Cadê meu anjinho?

birraFui pega recentemente em duas situações:  Primeiro passeando no shopping com Biel, no feriado em que o sobrinho estava aqui, de repente, enquanto eu cheia de sacolas tentava tirar o Biel da direção da lojas de brinquedos ele se jogou no chão, amoleceu o corpo e começou a gritar e chorar, eu sem conseguir pegar ele no colo porque estava segurando as sacolas de todo mundo e os balões que os meninos haviam ganhado, tentava conversar com ele enquanto minha mãe olhava de longe… Quando ela se aproximou, em vez de me ajudar com as sacolas, olhou pra mim e disse, “Que feio, ele está fazendo pirraça!” Pronto, foi o suficiente pra eu jogar as sacolas no chão e pegar meu filho no colo, olhar para minha mãe e dizer, “e daí? toda criança faz, como eu vou reagir é que vai definir se ele continuará a fazer”. Na segunda, eu na lanchonete esse fim de semana com o Biel, o pai dele e meu irmão. Biel quis andar pela lanchonete e descobriu uma escada, queria subir, eu não deixei. Pronto, acordei o monstrinho! Foi um show! Gritou e se jogou no chão, enquanto eu tentava acalmar ele e a mim. Peguei novamente ele no colo, abracei, olhei nos olhos e disse não, você não vai. Em seguida saí de perto da escada e tentei distraí-lo para ele parar de chorar.

Depois de passar por isso, me lembrei de quando Biel nasceu…

Era uma vez… uma pessoinha linda, com cheirinho de paraíso, carinha de anjo, tudo o que ele (a) faz é gracioso, lindo, deixa você suspirando com cara de boba… E o tempo vai passando e algumas coisas de fazem suspirar mais ainda, tudo é lindo, tudo o que ele (a) faz e fofo e de repente…

Ele (a) começa a te desafiar, desobedecer, chorar por tudo, gritar, espernear, se jogar no chão com a tão temida “pirraça” (e é claro que a pirraça e feita com plateia, para que você possa ser devidamente julgada como uma mãe que não dá limites a um filho pirracento!) e  você se pergunta: Cadê meu anjinho?

Ele está no mesmo lugar, só está passando por uma crise, a tão famosa “adolescência dos bebês” também conhecida como “Terrible two”.

Essa fase como o nome diz, é mais comum por volta dos dois anos, mas pode acontecer de um a três anos. É uma fase de descobertas, para o bebê. Ele está formando sua personalidade, ficando independente, não gosta de ser contrariado, mas não sabe como se expressar, por isso, é comum dar os “showszinhos” quando é impedido de fazer o que quer. Nessa fase, quando você diz não é que ele vai querer muito continuar. Ele está testando os seus limites também.

Fui pesquisar sobre essa “fase” pois estamos começando aqui, quando falo “não” ele resmunga, chora, insiste, se joga, grita, esperneia… E eu? Fico tentando não sentir os olhares de reprovação das pessoas que ou não tem filho, ou o filho ainda não está nessa fase ou se negam a reconhecer que já passaram por este momento na vida. Na verdade eu não me importo com os olhares, já me conformei que ser mãe é ser julgada, é pagar a língua de uma vida inteira.

Quem está nessa fase comigo? Se identificou? Se descabelou, quis sair correndo sem olhar para trás?

Bom pesquisando e vivendo, encontrei algumas dicas para nós! E se você que estiver lendo, tiver mais alguma, não exite em escrever nos comentários do Blog! Nos ajude também!

Vamos Lá:

  • Tente não usar a palavra “Não”! Toda vez que quiser que eu filho não faça algo, tente mudar o foco, mostre outras coisas, tente distraí-lo. Quanto mais “não” você falar, mais ele vai insistir em fazer. ( Sim, é difícil, eu estou me esforçando por aqui, mas tem melhorado… )
  • Tenha calma! Gritar, bater, sacudir, nada disso resolve seu problema, na verdade piora muito a situação! A criança tende a se assustar com o comportamento violento e gritar mais, se agitar mais. e violência não é a solução para seus problemas nem os dele.
  • Se estiver em público, ignore as pessoas ao redor. Respire fundo, converse com ele. Tente acalmá-lo e distrair a atenção para mudar o foco da pirraça.
  • Se seu filho já for um pouco maior e já entender, tente antes de sair, conversar e estabelecer as regras para ele. Diga, vamos passear no shopping e depois passaremos no setor de joguinhos com você! Assim ele saberá  o que vai fazer.
  • Não tente oferecer recompensas para ele parar a pirraça. Por exemplo, se você parar de chorar, eu te dou um chocolate, eu te levo no carrinho, eu te dou um balão. A criança vai entender que quando quiser algo é só fazer a birra que será recompensada.
  • Troque experiencias com outras mães que estão na mesma fase que você, talvez elas possam ajudar também (Meninas estou contando com mais dicas aqui nos comentários);
  • Respire fundo, é uma fase, faz parte do desenvolvimento, todas as crianças passam por isso ( de maneira mais ou menos intensas mais passam), não há nada que você possa fazer para evitar.

Só uma mais uma coisa! O nosso anjinho continua ali… Não podemos nos esquecer!

Boa sorte para nós!

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